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sábado, 19 de junho de 2010

Um ano de ATG do Jorge - 13 de Junho de 2009

Fez ontem um ano que o Jorge foi internado no Piso 5 do IPO Porto.

Faz hoje um ano que iniciou o tratamento com soro anti timócito, a chave do controlo da sua doença.

Não sei em Portugal, mas nos Estados Unidos os doentes que são submetidos a este tratamento contam a data a partir daí, pois é como se tivesse havido um "reset" na sua medula óssea e o recomeço com o referido soro, em inglês anti timocit gamaglobulin (ATG).

Há um ano por esta hora estava ao seu lado, cheia de receio e de esperança de que desse tudo certo, como de facto deu. Ele reagiu muito bem ao tratamento que é bastante arriscado, mas nem compreendeu os riscos que estava a passar. Ao seu lado eu era a esposa; não a enfermeira. Nunca lhe falei de nada. Estava atenta.

A partir daí as coisas têm vindo a melhorar em termos analíticos, com todos os valores de sangue a equilibrarem. Os glóbulos brancos é que se mantém abaixo dos valores normais; tem 2.8 mas possivelmente serão os seus valores de referência a partir daqui. Afinal, é uma doença crónica controlada; não há cura, excepto com transplante de medula óssea compatível.

Mas estou grata pela equipa de enfermagem que cuidou dele, pela competência a todos os níveis que sempre demonstrou, tanto no internamento como depois na consulta externa. Grata também pelas competências técnicas e cognitivas do seu médico.

Estou grata igualmente ao apoio que tive de pessoas que nunca mais esqueço. Quero salvaguardar a Belém, a Isa, a Ana e todos os que me escreviam com o seu apoio.

E, de uma forma muito especial, agradeço a Deus termos encontrado a porta certa e a recuperação física dele e a lição de vida que nos deu.

A todos que me lêem, digo: não há bem maior do que a saúde. Tudo o mais fica relativizado quando nos deparamos com o risco de vida. A quem tem problemas de saúde, por mais graves que sejam, aconselho: aprendam o mais que puderem sobre a doença, mas cuidado com o que se vai ver na internet, em sítios generalistas que muitas vezes têm é desinformação. Procurem, sim, grupos de apoio, que os há, especialmente em inglês, mas vale a pena. Procurem associações em Portugal. E saibam que vamos buscar forças onde nem imaginávamos que as tínhamos. Força, coragem, luta e muita Luz.

Um beijinho a todos!

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